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por Virginia Satir

“I am Me. In all the world, there is no one else exactly like me. Everything that comes out of me is authentically mine, because I alone chose it — I own everything about me: my body, my feelings, my mouth, my voice, all my actions, whether they be to others or myself. I own my fantasies, my dreams, my hopes, my fears. I own my triumphs and successes, all my failures and mistakes. Because I own all of me, I can become intimately acquainted with me. By so doing, I can love me and be friendly with all my parts. I know there are aspects about myself that puzzle me, and other aspects that I do not know — but as long as I am friendly and loving to myself, I can courageously and hopefully look for solutions to the puzzles and ways to find out more about me. However I look and sound, whatever I say and do, and whatever I think and feel at a given moment in time is authentically me. If later some parts of how I looked, sounded, thought, and felt turn out to be unfitting, I can discard that which is unfitting, keep the rest, and invent something new for that which I discarded. I can see, hear, feel, think, say, and do. I have the tools to survive, to be close to others, to be productive, and to make sense and order out of the world of people and things outside of me. I own me, and therefore, I can engineer me. I am me, and I am Okay.”

“Vem por aqui” – dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Eu queria um tempinho, um tempinho só que fosse, pra deitar e ler um gibi ou livro não acadêmico, sem me sentir culpada por não estar fazendo alguma coisa da faculdade. Ohgod!

Nunca pensei que diria isso, mas: Saudades do meu tempo de colégio, que só me ocupava quatro horas por dia!!

=z

Tomorrow night will you remember what you said tonight
Tomorrow night will all the thrill be gone
Tomorrow night will it be just another memory
Or just another song that’s in my heart to linger on

Your lips are so tender, your heart is beating fast
And you willingly surrender to me, but darling will it last
Tomorrow night will you be with me when the moon is bright
Tomorrow night will you say those lovely things you said tonight.

Convite!

Chatting not about Heidegger, but wine!
Let’s open up a restaurat in Santa Fe,
Our labors would reap financial gains.
We’ll open up a restaurant in Santa Fe,
And save from devastation our brains.

Elephant Gun

Tema liiiiindo de Capitu, minisérie exibida no final de 2008, na rede Globo. Indispensável no mp3 player ;)

If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let’s take them down one by one
We’ll lay it down, it’s not been found, it’s not around

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide

Lido num profile alheio :)

When I was a kid I used to pray every night for a new bicycle.
Then I realized God doesn’t work that way, so I stole
one and prayed for forgiveness.

***

I would never hurt a fly unless it sold my secrets to a spider on the wall, whose eight eyes are contagious

Sócrates tinha consciência de que o mal reside na ignorância em que o homem se encontra do que ele é e do que ele sabe. “Conhece-te a ti mesmo”: resume-se frequentemente o procedimento socrático a esta máxima, mas percebe-se a dimensão existencial, e até mesmo trágica, desta recomendação? O “Conhece-te a ti mesmo”, muito mais do que um convite ao conhecimento de si, é a marca de um cuidado de si.

“Como diz Sócrates na Apologia, relembra Pierre Hador, não é preciso cuidar do que se tem, mas do que se é”. Ao interrogar os homens, “ele os faz tomar consciência de sua ignorância a respeito dos valores que dirigem sua vida [...] O cuidado de si não tem sentido senão na perspectiva do cuidado dos outros: é preciso cuidar de si, para poder engajar-se na vida política”. [pg. 16]

“Mentimos para nós o tempo todo: adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, só levamos realmente a sério os argumentos que sustentam nossas crenças. Além disso, temos a nosso próprio respeito uma opinião que quase nunca coincide com a extensão de nossos defeitos e qualidades.

Sem o auto-engano, a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto. Abandonados a ele, entretanto, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social.”

O Homem, As Viagens.

O homem, bicho da Terra tão pequeno
Chateia-se na Terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a Lua
Desce cauteloso na Lua
Pisa na Lua
Planta bandeirola na Lua
Experimenta a Lua
Coloniza a Lua
Civiliza a Lua
Humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto – é isto?
Idem
Idem
Idem.

O homem funde a cuca se não for a Júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:

Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.

de Carlos Drummond de Andrade

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