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That´s my soul up there

There’s a little black spot on the sun today
It’s the same old thing as yesterday
There’s a black cat caught in a high tree top
There’s a flag-pole rag and the wind won’t stop
.
I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running ’round my brain
I guess I’m always hoping that you’ll end this reign
But it’s my destiny to be the king of pain

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2

as coisas são assim

Eu e meu amor estamos lendo Caio Fernando Abreu há algum tempo, mas raramente concordo com as idéias dele. Essa foi uma das poucas vezes:

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Cartas

“Tua carta me pareceu um tanto amarga. Há uma frase tipo “meu amor parece ter ofendido profundamente às pessoas que amei”, algo assim, com a qual absolutamente não concordo. Não se trata de ofensa, não se trata de aceitação, nem de nada que não seja apenas: as coisas são assim. Os magnetismos das pessoas cruzam-se e descruzam-se, acho, meio que aleatoriamente, por algum tempo, por nenhum tempo, por muito tempo. É mais complexo que isso, mas anyway: não deve doer. E não deve porque no fundo não tem importância, como todo o resto. É puro maya, ilusão”.

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ABREU, C. F., MORICONI, I. (org) Cartas, p. 180 – Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002

Dia Nacional do Livro

Não sabia essa que vos escreve que hoje se comemora o dia nacional do livro. Vejam Titia Batata blogar a respeito e aproveitem pra responder a pequena meme no final do post ;)

cheers.

Tédio e fúria

bem, não fúria assim, mas um sentimento muito grande de frustração! Por que, por que, meodeos, sempre tem alguém que em algum momento, quando não muita coisa pode dar errado vem e te atravanca o progresso, hein? Quem aí sente que sempre tem um ser no mundo que entra na sua vida pra te encher os pacová levanta a mão!

_o/

Pois então!

Mas contarei o que me aflige:

Hoje de manhã, levantei cedinho como sempre e fui pra construtora a pé – já que minha parceira de faculdade e dona da motoca está num congresso de Psicologia em Goiás, o qual eu gostaria muito de estar também mas me faltou tempo ($$$) -, disposta já a passar uma manhã tediosa fazendo nada e fingindo que tô fazendo tudo de muito útil. Só fui mesmo porque tinha que pegar as folhas ponto do mês.

Então, cheguei, sentei e já saquei meu celular, disposta a torrar todo meu saldo de dados na Internet, twittando, jogando, coisas coisas assim… Isso ia bem até umas 09:30, quando o cel começou a avisar que a bateria ia acabar e quando isso acontece ele apaga as luzes do visor e do teclado, dificultando muito as coisas e fazendo eu me sentir não-querida. É tipo quando a gente já tá cansada de uma visita, sabe?, e começa a levar ela pra sala, perto da porta, dá uns bocejos, comenta a hora, põe pijama, escova os dentes… esses pequenos gestos carregados de uma sutileza ímpar. De formas que me senti encubida de deixar o recinto. Desliguei o celular e catei a Liesel, pra me acompanhar por mais aquelas horas fatídicas.

Estava eu então bem acompanhada quando decidi que já devia ir até a sala do Departamento Pessoal ver se a moça – e supervisora do nosso estágio na construtora – já tinha ajeitado os pontos e tals. Subi escada, entrei bem simpática e com toda boa educação perguntei se ela já tinha feito (entregamos pra ela isso na segunda-feira). Ela disse que não, mas que logo mandaria a auxiliar me entregar tudo pronto lá embaixo. Desci escada e voltei à minha leitura e à minha insignificância. À essa altura eu já nem escondia mais que não tava fazendo nada, afinal de contas, minha mesa fica bem num lugar de passagen de funcionários e não se pode disfarçar uma coisa dessas por muito tempo. No entanto, se alguém me interrogasse eu diria que aparentava que eu não estava fazendo nada, mas que no nível molecular eu estava extremamente ocupada. Heh.

Meu plano inicial era sair às onze – uma hora antes que o usual – porque não queria chegar muito tarde pro almoço em casa e gostaria de ajeitar as coisas pro compromisso que teria à tarde. Sendo assim, às 10:40 subi escada de novo. Entrei na sala e vi que tava cheia de gente e a mulher toda atarefada. Resolvi não atrapalhar. Desci escada e voltei à minha leitura e à minha insignificância [2]. Onze e quinze subi escada de novo, entrei na sala e a mulher me olhou com uma cara de “vem cá te conheço” e perguntou o que eu queria (¬¬). Bem educadamente e com certa gentileza (inacreditável, mas às vezes eu consigo essas façanhas) perguntei de novo se ela tinha aprontado os documentos. Ela disse que nem tinha visto ainda! Eu disse que iria sair mais cedo porque estava à pé e ele respondeu que logo mandaria a auxiliar levar pra mim lá embaixo. Desci escada, fui pra cozinha, comi Trakinas. E realmente logo veio a auxiliar, ela me entregou os papéis, eu os guardei na mochila e vim toda feliz pra casa. Cheguei a tempo pro almoço e tudo! =)

Aí, em casa, fui ver o que ela me entregou.

Gódi, dai-me forças.

A Zé Baitaca da mulher não me assinou TUDO, todo o horário do mês, com meia hora A MENOS por dia??? Eu e a Michelle sempre fazemos questão de chegar meia hora mais cedo e sair depois do meio-dia, pra assim as horas extras cubrirem os feriados que estão caindo nos dias do estágio. Isso pra não ter que ficar até o meio de Dezembro cumprindo hora. Agora, todo o esforço do mês foi em vão! Teve uma vez que saímos 11:58 e  a mulher marcou lá no ponto ONZE E CINQUENTA E OITO. Aí resolvemos sair sempre 12:05. 12:15 e a tongona me marca TUDO ONZE E MEIA?!?!?!??! Vê se não é pra ficar de cara, gente???

ffffffffuuuuuu

Mas é sempre que nesses estágios tem um aleatório assim que faz uma viadagem dessa, sabia? Tem gente que questiona porque estamos em dupla, porque não só uma, entre outras coisas. Por que isso, me digam??? Eles não pagam NADA pra gente, muito pelo contrário: a gente paga pra prestar serviços pra eles!!!

Gente horrível, fui!!! Vontade de dar na cara de um!

Hunf!

I know the feeling

reading

 

A sala foi encolhendo sem parar, até que a menina que roubava livros pôde tocar nas estantes, a poucos passinhos de distância. Correu o dorso da mão pela primeira prateleira, ouvindo o arrastar de suas unhas deslizar pela espinha dorsal de cada livro. Soava como um instrumento, ou como as notas de pés em correria. Ela usou as duas mãos. Passou-as correndo. Uma estante encostada em outra. E riu. Sua voz se espalhava, aguçada na garganta, e quando ela enfim parou e ficou postada no meio do cômodo, passou vários minutos olhando das estantes para os dedos, e de novo para as prateleiras.

Em quanto livros tinha tocado?

Quantos havia sentido?

Andou até o começo e fez tudo de novo, dessa vez muito mais devagar, com a mão virada para frente, deixando a palma sentir o pequeno obstáculo de cada livro. Parecia magia, parecia beleza, enquanto as linhas vivas de luz brilhavam de um lustre. Em vários momentos, Liesel quase puxou um título do lugar, mas não se atreveu a perturba-los. Eram perfeitos demais.

título

Post da série “Músicas muito boas e que são sempre boas de revisitar”. Rilo Kiley e/ou Jenny Lewis tem uma porção de músicas gostosas, daquelas bem propícias a embalar momento únicos da vida da gente, sabe? Ou apenas, músicas que a gente gosta mais a cada vez que ouve.

Entre muitas dessas eu apontaria uma em especial, que é “With Arms Outstretched”. A letra por si só já pinta uma imagem bem bonita aos meus olhos, mas não bastasse isso a melodia tem alguns de meus elementos favoritos em música, como corinho, palmas e um tom de voz-e-violão. E ainda tem aquele feeling de uma gravação informal.

Ontem uploadei alguns álbuns pro meu mp3 e no meio deles um do Rilo Kiley. Quando With Arms Outstretched surgiu nos fones bateu aquele sentimento agradável de relembrar uma música favorita que há muito não se ouvia. :)

Até onde sei não tem vídeo oficial pra música, mas no Youtube tem alguns videos feitos por fãs, ao vivo, que apesar da qualidade merecem ser vistos várias e várias vezes.

Jenny Lewis

Jenny Lewis

A Jenny Lewis, cantora da banda, é uma ruivinha fofíssima, minha gente! Quem assistiu Foxfires, aquele filme com a Angelina Jolie que foi traduzido como “Rebeldes” deve se lembrar dela como Red, umas das garotas do grupo ;)

Segue um vídeo e a letra da músicaboademais:

It’s sixteen miles to the promised land
And I promise you I’m doing the best I can
Don’t fool yourself in thinking you’re more than a man
‘Cause you’ll probably end up dead
I visit these mountains with frequency and I stand here with my arms up
Some days last longer than others
But this day by the lake went too fast
And if you want me you better speak up
I won’t wait
So you’d better move fast
Don’t fool yourself in thinking you’re more than you are
With your arms outstretched to me.

Sobre o fim de semana

Meus fins de semana têm sido cada vez melhores – sempre na companhia da minha Téia. Esse último, em especial, conseguimos deixar as preocupações e tristezas de lado e nos esbaldamos! Principalmente no Domingo, quando minha mama, como parte do meu presente de aniversário, nos pagou duas entradas pra um chá colonial/beneficiente, daqueles que tu entra e come o que quiser. Aí já sabe, né: duas gordas de alma numa boca livre é prejuízo pra casa! UHAuhUAHuhUAhuHAuhUAHuhUAhuHAUHuA!!!

Mas tava uma delícia mesmo, tinha salgados, bolo e guaraná, muito doce pra você. O que não vai rolar de comida amanhã no meu dia rolou nesse Domingo! =DDD Voltamos rolando pra casa.

Aí, à noite, finalmente conseguimos fazer o churrasco que há algum tempo planejávamos. Sobrou uma grana e de manhã compramos carvão e cerveja. Improvisamos uma churrasqueira no quintal e mandamos ver! A Téia ficou na cerveja mesmo (tomou cinco latinhas) e eu me agarrei em dois copões de Cuba. Não é da minha índole beber assim – última vez foi há mais de um ano – e fiquei com medo de passar mal e ficar detonada na segunda de manhã, no estágio, mas uma vez passados a alegriazinha e o impulso por falar besteira e cantar músicas aleatórias a plenos pulmões (os vizinhos não estavam felizes) o que ficou foi só um mal estar no estômago mesmo (acho que do pão com maionese e alho). Já estou inteira novamente!

Enfim, dias de muita curtição e momentos lights passados com meu amor e a bicharada, pra desestressar a semana. Amo. Necessito. E bem por isso, as Segundas são cada vez menos queridas.

findes

=*

Já que eu tenho que ler tudo que é coisa, inclusive coisas que não muito me interessam, might as well tirar algo de bom delas, não é mesmo minha gente?

/Pollyana

Queria poder continuar com minhas Brumas (de Avalon, claro), ou começar uma A. Christie, mas for the time being eu fico com textos técnicos-científicos mesmo.

Não vejo a hora de me formar (295 dias)!

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Esses são trechos de um livro sobre urgências psicológicas no hospital (pro programa do estágio de Psicologia clínica sobre hospitalização infantil, no Pronto-Socorro do Hospital Universitário Pequeno Anjo, de Itajaí – até hoje me pergunto porque escolhi esse programa, mas o pior é que sei a resposta, damn it!), que fala sobre a postura do profissional da saúde frente aos pacientes e o fenômeno de desumanização que eventualmente ocorre em settings hospitalares e afins.

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  • “Ao negar a dor do outro, o profissional da saúde não apenas nega a dor do seu semelhante como também a sua própria condição humana, pois dentre as virtudes humanas, uma das que mais nos diferencia de outras espécies é justamente aquela que nos capacita a compreender e a apreender a dor do outro naqueles momentos onde a fragilidade humana deveria evocar uma outra virtude humana: a fraternidade”. [p. 47]
  • “… lamentavelmente temos a concluir que por mais que se fale e se discuta a humanização do atendimento hospitalar e, por conseqüência, do profissional da saúde, o que mais assistimos é a total desumanização da figura do doente. Na mesma proporção do avanço tecnológico que assistimos em termos de equipamentos e recursos hospitalares, numa ordem inversa, mas infelizmente, na mesma simetria, assistimos a adoção da calosidade profissional numa total desumanização da prática da saúde”. [p. 48]
  • “… não me ouço como ouço os outros, a existência sonora de minha voz é mal desdobrada: é antes um eco de sua existência articular, vibra mais através de minha cabeça do que lá fora, mostrando que a própria percepção no quesito voz está a ter um contraponto com o imaginário no sentido de fazer de cada relacionamento algo tangível pela concepção criada e erigida no imaginário, seja em termos de atendimento de um doente em fase terminal, seja ainda em qualquer outra forma de relacionamento interpessoal. É a minha percepção que determina a própria criticidade que irá determinar o pontuamento de como a relação com o paciente se dará e em que níveis a própria congruência de sua dor e sofrimento serão arqueados no raio de ação do limite determinado pela minha apreensão do seu fenômeno de dor”. [p. 51]
  • “… a vida autêntica é a que se baseia numa apreciação exata da condição humana. A busca da autenticidade é a própria busca da condição humana naquilo que ela tem de mais peculiar e sublime: a consciência de si e do outro. É na autenticidade que o homem se torna, através da consciência, homem na busca de valores que irão determinar-lhe essa condição”. [p. 52]

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CAMON-ANGERAMI, V. A. Breve reflexão sobre a postura do profissional da saúde diante da doença e do doente. In: CAMON-ANGERAMI, V. A. (org). Urgências Psicológicas no Hospital. Cap. 3. São Paulo: Pioneira, 1998.

Mary makes your heart so light

Tô tirando essas horinhas livres que tô aqui de varde pra fazer caps de Mary Poppins. Já quis fazer isso antes, mas só agora deu um tempinho. Tô adorando! =DDD

Mary Poppins is comin'!

Mary Poppins is comin'!

Wind’s in the east
mist comin’ in
like something is brewin’
about to begin
can’t put me finger
on what lies in store
but I feel what’s to happen
all happened before.

Like a final countdown…

*introdução da música do Europe*

Faltam 296 dias pra minha formatura!

e SETE semanas pro fim desse ano letivo!

\o/

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