Publicado em Leitura, Psicologia

Nise da Silveira <3

“Desprezo as pessoas que se julgam superiores aos animais. Os animais têm a sabedoria da natureza. Eu gostaria de ser como o gato: quando não se quer saber de uma pessoa, levanta a cauda e sai. Não tem papo.”

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“Eu me sinto bicho. Bicho é mais importante que gente. Pra mim o teste é o bicho, se não passar por ele, não tem vez. Freud disse que quem pensa que não é bicho, é arrogante.”

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Publicado em Leitura, Psicologia

“Você vai trabalhar no SUAS”

O SUAS só pode ser um campo para os indignados: aqueles que esbravejam contra as desigualdades e injustiças que permeiam a vida dos nossos usuários, aqueles que esbravejam contra as dificuldades que permeiam a atuação dos trabalhadores do social. Podemos estar longe das transformações necessárias para a efetivação da política. Mas estamos no caminho.

De Lívia de Paula, em “Você Vai Trabalhar no SUAS”: Considerações sobre uma não-escolha.

Publicado em Leitura, Psicologia

Nada é verdadeiramente uma desgraça.

Nada é verdadeiramente uma desgraça. Tudo depende da atitude em relação ao fato. “Todos os fatos são externos”, disse Marco Aurélio, “quem se manifesta a respeito deles? Tu. Logo, é a tua opinião que lhes dá vida para teu bem ou para teu mal”.

Quem procura a felicidade a encontrará, desde que transforme o interesse do próximo no seu próprio. A felicidade e, portanto, a alegria de viver significam aceitar a realidade e utilizar as possibilidades do dia-a-dia.

Finalmente, a fórmula mais concisa contra os desgostos, que podem destruir o amor à vida, quem nos dá é a filosofia hindu: “Se tuas penas têm remédio, por que te preocupas? Se não têm, por que te preocupas?”.

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– Porque o Homem Se Mata – Ensaio de Psicologia Criminal, Luíz Angelo Dourado, pg. 81

Livre de vírus. www.avast.com.
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Os Olhos do Abismo

Júlia Kendall, a personagem título da série Aventuras de uma Criminóloga, discorrendo sobre a profissão. Acho lindo, acho factual, me identifico pacas. ❤

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Em Júlia Kendall – Aventuras de uma Criminóloga, #1. Editora Mythos.

Publicado em Leitura, Psicologia, Trabalho

Consigna

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“Técnicas Fundamentais Do Psicodrama” – Regina Fourneaut Monteiro, pg. 22

Publicado em Leitura, Psicologia

Do livro “Freud Explica”, de Alberto Goldin

NINGUÉM É DE FERRO

A estrutura do ser humano é parecida com a dos metais, principalmente o ferro, que tem uma forma estável e para modificá-lo é preciso levá-lo a altas temperaturas. Nosso ser, depois de fabricado na infância, também é estável na vida adulta; para modificar-se, deve estar bem quente. As paixões ardentes funcionam como um alto-forno capaz de modificá-lo.

Há quem se DERRETA DE AMOR e, uma vez derretido, adquire a forma da pessoa que ama. Deixou sua identidade para assumir a outra. Mas esta mesma dissolução é perigosa quando o amado nos abandona, porque ficamos perdidos, sem referência e sem forma. Tornamo-nos estranhos a nós mesmos e é nesse sentido que o ciumento não só está preocupado em recuperar seu amado, mas também em reencontrar-se, perdeu o espelho onde se reconhecia.

Sem plataforma, mergulha no vazio como Narciso no lago. Quanto mais intensa a paixão, maior é a ameaça de perder-se […]. “Outro a teu lado me reduz a nada” – ele só é em relação à mulher. Se ela se vai com outro, ele se perde. Neste homem se conserva muito próxima a relação entre SER E SER AMADO. Talvez não tenha podido elaborar adequadamente a dependência e uma insegurança infantil retorna, fazendo-lhe acreditar que vai desaparecer. Se somente podemos SER enquanto AMADOS, é evidente que não há outra possibilidade que não a de ser guardião do corpo de outro, o que funciona realmente como garantia para a própria existência.

É diferente passar por uma fase de ciúme como conseqüência de uma grande paixão, ou viver eternamente ciumento. O ciúme eterno não depende da fidelidade da pessoa amada, mas é a expressão da insegurança na primitiva construção do ser. Por essa razão, não haverá provas suficientes de fidelidade que tranqüilizem; sua causa não está no amado atual e, sim, nos primeiros amores, que, como sabemos, são muito mais difíceis de lidar, pois já
passaram.

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Estigmas e Falsos Diagnósticos

Vez em quando eu toco nesse assunto em casa e essa manhã mesmo eu estava conversando sobre isso com a minha irmã, sobre como hoje em dia os “diagnósticos” surgem com uma facilidades tremenda e sem embasamento algum. Qualquer pessoa que tenha uma vez na vida lido um artigo no Google sobre Psicologia ou lido um livro da Ana Beatriz Barbosa Silva já se julga capaz de fechar um perfil clínico de qualquer pobre criatura indefesa.

Eu vejo bastante por aí: Um adulto solteiro, quieto e sem amigos é psicopata, se se exalta vez ou outra é bipolar. Com crianças é pior! Se ela é agitada é TDAH, se é mais retraída é autista. Nós também não escapamos e com a popularização do termo “bullying” não é difícil nos pegarmos pensando naquela vez em que fomos xingados na escola, ou em que alguma criança esticou a perna pra cairmos, sem nos sentirmos vitimizados e justificados pelos corriqueiros comportamentos infantis.

Encontrei um vídeo bem interessante que expõe um pouco disso. Exemplifica nossos estigmas e apresenta uma outra versão da história, uma versão mais simplista. Creio que a atração em diagnosticar alguém esteja ao mesmo tempo na vontade de entender um indivíduo e ao mesmo tempo de se distanciar virtualmente dele, uma vez que concluímos que a pessoa  tem tal e tal distúrbio ou síndrome por apresentar uma série de comportamentos que “batem”, então eu que não apresento tais comportamentos sou diferente dele e do que faz dele um sujeito à margem da sociedade. Isso nos dá uma sensação de superioridade e poder sobre os outros, já que somos “sãos” o suficiente pra enxergar, apontar e qualificar suas personalidades como não-adaptativas.

O fato é que ainda não conseguirmos lidar com o diferente e estamos nos tornando cada vez mais intolerantes. A popularização dos termos psicológicos e a insistência de alguns profissionais em trazer esses termos ao senso comum, ao mesmo tempo em que leva a Psicologia a novos patamares – esses com outlets mais positivos -, abre muito espaço pra achismos e falsas afirmações.

Mas enfim, vamos ao vídeo:

Lembrem-se: qualquer diagnóstico que se queira levar a sério só pode ser feito por um profissional da área e mesmo assim em frente a muita pesquisa, observação e uma anamnese detalhada. Desconfie de tudo que pareça simples demais.

Cheers, kiddos!

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Neuroses e afins.

Terminei minha faculdade no começo do mês e estou de varde for the time being. Tô aproveitando pra dar uma geral nas minhas coisas e estou revendo meu material acumulado nesses cinco anos. Guardei tudo, TUDO, pra que essa hora chegasse e eu pudesse decidir o que me seria útil ou não, o que poderia ser guardado além-aulas.

Nisso, estou encontrando muitas coisas interessantes! É bom poder rever assim porque muita coisa eu não lembrava e muitas estão se fixando com esse processo. Encontrei umas anotações sobre Gestalt-Terapia que gostaria de dividir.

Gestalt foi minha segunda escolha de abordagem no estágio de Clínica, mas acabei indo pra Cognitivo-Comportamental por uma peça do destino (?).

Enfim, chega de preâmbulos! Segue…

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NEUROSE

Para a Gestalt, neurótico é um indivíduo que não enxerga o óbvio, não sabe o que é necessário. Não entende e não agrega valor ao que acontece com ele.

Absorve tudo o que o meio empurra. Sua fronteira de interesses é móvel.

O indivíduo neurótico se vitimiza, se justifica e isenta a responsabilidade de seu status quo.

O neurótico é uma pessoa cujas dificuldades tornam infeliz sua vida atual. Não vive no presente.

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A Gestalt-Terapia basicamente constitui-se de três estruturas:

1. Figura/Fundo

Gestalt aberta: Visão equivocada, incapacidade de perceber a figura/fundo.

Queixa do Cliente: Figura

O que gera a queixa: Fundo

2. Todo/Parte

O ser humano é maior que a soma de suas partes, mais que o todo. Não somos prontos, nem acabados. A parte integra o todo.

3. Aqui-Agora

Estar presente no que está falando, sentir o que está experienciando. Assim se consegue fechar Gestalt. O agora é fundamental, o presente absoluto não existe.

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“Vemos as coisas como elas se apresentam e não como elas são”

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Para saber mais sobre:

Friederich Perls (o pai da abordagem)

O Conceito de Neurose em Gestalt-Terapia (artigo)

Gestalt – Princípios

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8 Razões para aprender Psicologia no Ensino Médio

1. A Psicologia, enquanto ciência, apresenta um conjunto de teorias e estudos contemporâneos voltados para uma formação humanizadora do jovem.

2- Os estudos da Psicologia permitem uma relevante leitura das relações sociais e culturais na constituição dos sujeitos sociais.

3. A Psicologia possibilita que o jovem compreenda os fatores constitutivos da subjetividade humana, do desenvolvimento da personalidade, da vida comunitária e das novas organizações familiares.

4. A Psicologia tem contribuições específicas a dar como disciplina ao discutir temas como direitos humanos, humilhação social, preconceitos, processos de desenvolvimento e de aprendizagem.

5. A Psicologia utiliza-se de metodologias interativas e compreensivas de maneira a permitir que os conteúdos tenham sentido e significado para o aluno que deles se apropria.

6. A Psicologia possibilita o uso de estratégias de aprendizagem e de auto-monitoramento do estudo cujo objetivo é o desenvolvimento da autonomia e da aprendizagem auto-regulada.

7. O número de professores licenciados no Brasil, habilitados para ministrar a Psicologia, é suficiente para atender à demanda das escolas de Ensino Médio do País.

8. A psicologia contribui de forma direta para a concretização dos objetivos da LDB para o ensino médio de favorecer a construção de sujeitos autônomos, responsáveis e democráticos.

Participe desta campanha!
Apóie esta luta!

Senadores e Deputados solicitamos a inclusão da Psicologia como disciplina no Ensino Médio nos Projetos de Lei que tramitam na Câmara e no Senado, tais como:

PL 1641/2003
Autor: Dep. José de Ribamar Costa Alves – PSB/MA.
Ementa: Altera dispositivos do art. 36 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

PLC 004/2008
Relator: Senador Valter Pereira – PMDB/MS.

PL 6642/2006
Apensados: PL 105/2007 e PL 2240/2007.
Autor: Senado Federal – Álvaro Dias – PSDB/PR. Relator: CEC – Ângelo Vanhoni – PT/PR.

Acesse:
http://www.pol.org.br/main/oito_motivos.cfm

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Rapidinha.

O início… B. F. Skinner.

O encontro… F. S. Keller.

Os percalços em busca de um mundo melhor… nós, os analistas do comportamento.

Tirado do prefácio de um dos volumes da série “Sobre Comportamento e Cognição”. Não lembro exatamente qual. 🙂