Publicado em amor, Leitura

“…not alone”

Como eu disse lá no meu fotolog dia desses, fazia um tempo que não comprava livros. Mas mais que isso, fazia um tempo também que não me motivava a ler. Não conseguia começar um livro e me prender a ele por muitas páginas. Isso desde final do ano passado, depois de ler A Menina que Roubava Livros e não encontrar nada equivalente. Até li um Kafka e outras coisinhas depois, mas nada assim, de forma devorativa.

Foi quando eu comprei o Como Treinar o Seu Dragão semana passada e ele chegou, essa semana. Tava lendo Artemis Fowl – e já bastante interessada na leitura – e ansiosa pra começar esse. Comprei no impulso, mas depois de ler a respeito e concluir que eu gostaria do livro. Já me chamou de cara o título, porque adoro dragões. Assim como quero ler Percy Jackson porque adoro histórias de deuses e mitologia em geral.

Li o Dragão em um dia. A leitura é fácil, rápida e divertida. Também pudera, o livro é cheio de humor e ilustrações. A estória em si não é muuuuita coisa, nada genial. Mas curti, curti. É a estória de como se nasce um verdadeiro herói, do zero, sem super-poderes ou grandes habilidades. Bacana. 🙂 A única coisa que me desagradou – e sei que é um detalhe bem uó – foi a falta de justificativa dos parágrafos. Dá uma agonia ler texto não justificado, uia!

Não tenho vergonha de admitir que adoro literatura juvenil. Acho que, porque cresci lendo livros pra adultos, agora que sou adulta quero recuperar o que não li. E vamos falar sério que a literatura juvenil de hoje em dia é muito tchan, não é mesmo minha gente? Depois de Harry Potter mesmo! Claro que, como disse, não costumava ler esse tipo de livro quando menor, então não tenho base pra comparação. Mas, por exemplo, hoje de manhã tava lendo um exemplar da Coleção Vagalume, coleção essa que muita gente leu e releu e adora até hoje. A mim, não agradou muito, não me prendeu em nada. Já tentei ler outros antes, mas nada mesmo!

O que eu curto na literatura juvenil é justamente o que eu destaquei a respeito do Dragão: é fácil, rápida, divertida, mas não deixa de ser educativa e de entreter. Mexe com a imaginação e sem falar que é um ótimo descanso dos livros técnico-científicos que formam minha leitura habitual. Depois de livros policiais e afins, sempre vou direto nos juvenis. É bom demais! 😀

E tô aqui na expectativa da chegada da minha série do Percy Jackson. Meu amor comprou pra mim, yay! Vou me acabar! 😀

Falando nisso, resolvi manter em vista os livros que quero ler e adicionei uma página ao blog. Check it out! 😉

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Publicado em amor, Leitura

João Cabral de Melo Neto

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.

Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.

Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.

Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

Publicado em amor, Leitura

as coisas são assim

Eu e meu amor estamos lendo Caio Fernando Abreu há algum tempo, mas raramente concordo com as idéias dele. Essa foi uma das poucas vezes:

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Cartas

“Tua carta me pareceu um tanto amarga. Há uma frase tipo “meu amor parece ter ofendido profundamente às pessoas que amei”, algo assim, com a qual absolutamente não concordo. Não se trata de ofensa, não se trata de aceitação, nem de nada que não seja apenas: as coisas são assim. Os magnetismos das pessoas cruzam-se e descruzam-se, acho, meio que aleatoriamente, por algum tempo, por nenhum tempo, por muito tempo. É mais complexo que isso, mas anyway: não deve doer. E não deve porque no fundo não tem importância, como todo o resto. É puro maya, ilusão”.

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ABREU, C. F., MORICONI, I. (org) Cartas, p. 180 – Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002

Publicado em amor, Vida em geral

Sobre o fim de semana

Meus fins de semana têm sido cada vez melhores – sempre na companhia da minha Téia. Esse último, em especial, conseguimos deixar as preocupações e tristezas de lado e nos esbaldamos! Principalmente no Domingo, quando minha mama, como parte do meu presente de aniversário, nos pagou duas entradas pra um chá colonial/beneficiente, daqueles que tu entra e come o que quiser. Aí já sabe, né: duas gordas de alma numa boca livre é prejuízo pra casa! UHAuhUAHuhUAhuHAuhUAHuhUAhuHAUHuA!!!

Mas tava uma delícia mesmo, tinha salgados, bolo e guaraná, muito doce pra você. O que não vai rolar de comida amanhã no meu dia rolou nesse Domingo! =DDD Voltamos rolando pra casa.

Aí, à noite, finalmente conseguimos fazer o churrasco que há algum tempo planejávamos. Sobrou uma grana e de manhã compramos carvão e cerveja. Improvisamos uma churrasqueira no quintal e mandamos ver! A Téia ficou na cerveja mesmo (tomou cinco latinhas) e eu me agarrei em dois copões de Cuba. Não é da minha índole beber assim – última vez foi há mais de um ano – e fiquei com medo de passar mal e ficar detonada na segunda de manhã, no estágio, mas uma vez passados a alegriazinha e o impulso por falar besteira e cantar músicas aleatórias a plenos pulmões (os vizinhos não estavam felizes) o que ficou foi só um mal estar no estômago mesmo (acho que do pão com maionese e alho). Já estou inteira novamente!

Enfim, dias de muita curtição e momentos lights passados com meu amor e a bicharada, pra desestressar a semana. Amo. Necessito. E bem por isso, as Segundas são cada vez menos queridas.

findes

=*