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Up-to-dating.

Oi galere! Sei que dei uma de Tom Hanks (Náufrago, oi) e ando sumida, mas vim pra mudar isso. Aproveitar que eu ainda tenho a maior parte do meu tempo livre pra dar as caras aqui vezenquando. Quero compartilhar com vocês especialmente minhas idas e vindas ao correio e o que isso me anda trazendo.

Mas antes, vou resumir o que aconteceu comigo desde o último post aqui (em Março!):

Bem, em Março mesmo eu aceitei um convite pra dar aulas de inglês em uma escola que se diz profissionalizante numa cidade vizinha de Navegalândia. Muito reluntantemente, porque dar aulas nunca foi a minha. Mas com a premissa de que seria temporário, acabei aceitando o desafio e fui.

Fiquei cinco meses lá, e vou dizer que foi muito tempo. A escola era uma bagunça, parecia de várzea, sei lá. Ninguém era levado a sério pelo dono, nem professor, nem aluno, nem ninguém mais lá dentro. Não tinha estrutura física nem moral pra estar no mercado, mas insistia (e insiste até hoje). Culpa do dono mesmo, que só queria saber do dinheiro dele no bolso e nada mais. Fui jogada dentro de uma sala de aula e tive que me virar nos trinta. E isso aconteceu de várias outras formas nesses cinco meses que fiquei lá.

Essa escola faz parte de uma franquia até bem conhecida, então deixa eu ressaltar que não tô falando da franquia como um todo, só dessa unidade específica mesmo, porque é claro que tudo depende da coordenação, né? O que eu vejo nas outras unidades que tem aos arredores é bem diferente porque não é o mesmo dono. Se eu fosse descrever as situações bizonhas que passei lá ia ficar aqui dias. Sério mesmo.

Mas continuando.

Como sempre, tira-se algo de bom de tudo que é situação e o que eu tirei foi que, pasmem!, eu sei dar aula! E até gosto! =O

Como tava matando cachorro a grito (ui) e tinha até o fim do semestre sem nada profissional em vista (já explico), deixei meu famigerado currículo em outras escolas de idiomas da cidade. Uma delas me deu um retorno quase imediato, fiz a avaliação escrita, a entrevista e fui chamada pra começar um treinamento pra dar aulas em Agosto.

Lembram que eu disse que só tinha o primeiro semestre livre? Pois então. Causoque em Março também eu comecei a fazer o ProJovem Trabalhador, oferecido pela prefeitura e pelo governo federal. É um curso gratuito, cheio de benefícios e que garantia trabalho numa multinacional que tava se instalando em Navega. Todo um alvoroço, uma comoção em cima disso, eu que não ia ficar de fora. Vi como uma ótima oportunidade de crescimento. Quem sabe eu não chegaria ao RH da empresa? O incentivo, por parte dos professores do curso, era enorme. Encarei de novo.

Então passei esses meses estudando, dando aulas, tendo aluno VIP e fazendo treinamento. Eu tava feliz da vida, porque adoro ocupar a mente e me sentir útil. A ideia de começar a trabalhar numa empresa tão grande agora no segundo semestre era boa demais, eu já tava cheia de planos e me organizando em cima disso.

Então Agosto veio. Pedi demissão da escola antiga (por telefone, cês deviam ter visto!) e comecei na escola nova, só aos Sábados, porque precisava deixar minha semana livre pra empresona lá. A-M-E-I e escola nova, tinha tuuuudo que a outra não tinha, coitada: método, material, encorajamento, suporte, gente bacana e as tais estruturas física e moral pra atuar no mercado. Eu toda empolgada, o dono todo empolgado com meu conhecimento não só do inglês mas de Psicologia (*coffmeacheicoff*), mas nada da empresa me chamar.

Antes de completar dois meses na escola nova, o dono me disse que tava me cogitando pra ser coordenadora da unidade. Acuma? Olhei pra ele, “are you for real?” e ele disse que se não fosse for real, não teria me dito. Ele tava me comunicando da promoção. Nussa!

Mas e agora? Ser coordenadora pedagógica de uma franquia bem sucedida, onde eu poderia usar meus conhecimento adquiridos na faculdade, conhecer todo tipo de gente, viajar bastante e falar inglês ou ser praticamente chão-de-fábrica de uma empresona nova na cidade?

Ó dúvida.

Então. Me formei no ProJovem, ganhei certificado, caneca, beijo do prefeito, mas nada da empresa me chamar pra trabalhar. Tudo bem, continuei só nas aulas de inglês. Até que, chego em casa um dia e meu pai tinha anotado um recado pra mim: entrevista na empresona dia 20/10. Bem no dia do meu níver! É um presságio, pensei. Yay. Fui lá nos cafundojos do brejerê fazer a entrevista. Peguei busão, esperei em pé mais de duas horas, fiz meu teste projetivo já ligada nas manhas e fui pro particular com a moça do RH. Expus minha situação super-conflitante pra ela e, povo meu, depois de SETE meses esperando pela oportunidade, estudando e sendo incentivada, ela me diz que a chance de crescimento na minha área dentro da empresa seria quase nula. NULA. Que o RH da empresa já era todo enxuto. FFFFFUUUUUU!

Depois de passar metade do meu aniversário ali, dei boa noite e bença pra empresona e fui falar com o dono da escola. Acertamos na hora: eu vou ser a coordenadora pedagógica da unidade sim, o braço direito dele. Começando oficialmente em Fevereiro, mas já sendo treinada indiretamente desde então. E ainda vou continuar com as minhas aulas. o/

E é aqui que tô agora: Tenho minha turma que adoro aos Sábados de manhã, faço treinamento como professora às sextas, substituo o dono sempre que ele não está e em Janeiro tenho um encontrão dos coordenadores das franquias em Curitiba. Tô ansiosíssima pra começar como coordenadora de vez e tô amando tudo isso.🙂

A vida tem dessas coisas, né? às vezes surpreende.

Mas mais por vir, pessoas. Até lá😉

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