Publicado em Fotos, Vida em geral

Tarakihi

O Tara tem dez anos de idade já e está comigo há tanto. Eu o ganhei na noite de um daqueles dias em que nada dá certo, sabe? Se não me engano, no dia em que decidi parar de estudar inglês no Fisk (continuei estudando em casa) e outras coisas assim… A cachorrinha da minha vizinha tinha tido filhotes há uns dois meses e nessa noite então minha mãe resolveu me presentear com um dos filhotinhos.

Minha felicidade foi geral, imensa! Fomos até a vizinha e eu pude escolher qual eu queria. Escolhi o menorzinho e o que me parecia mais debilitado, com feridinhas de pulga pelo corpo (a vizinha não se importava com os bichos, não). Levei pra casa, dei um bom banho, alimentei, dei leite quente e o levei pra dormir comigo.

O nome veio de cara, por influência de uma música maori que eu ouvia muito na época – Tarakihi, da soprano neozelandesa Kiri Te Kanawa. Não sei porquê, mas assim que vi aquela coisinha dourada comecei a lhe chamar de Tarakihi. Obviamente, logo ele virou o Tara.🙂

O Tara ficou no meu quarto até ter tamanho suficiente pra roer meus discos, meus livros e pra detonar com todo o meu quarto – o que ele fazia -, depois disso compramos uma casinha pra ele e ele foi pra rua.

Antes dele fazer um ano, nos mudamos de casa, pra uma que tinha um quintal enorme e ele podia entrar em casa livremente. Mas um dia, numa brincadeira, ele acabou machucando o poodle da minha mãe, o Sena. Com uma patada o Tara quebrou a bacia dele. Foi aí que ele mudou de comportamento e passou a ter muita raiva do Sena. Como já não podia mais circular livremente (pra não dar mais briga), meus pais o prenderam numa corrente. Ela percorria quase todo o quintal, mas mesmo assim ele ainda estava preso e só era solto às noites.

Foi em 2005, quando nos mudamos pra uma casa sem quintal, que ele ficou preso de vez, num canto só dele, sem contato algum com outros cachorros. A gente sempre o levava pra passear, mas começou-se a cogitar que ele fosse doado ou solto e eu sempre me opus às duas sugestões.

Com isso o Tara foi mudando cada vez mais, rosnava pras pessoas (inclusive meus pais) e ficou mais agitado ainda. No começo desse ano, como fui passando cada vez mais tempo na casa do meu amor, minha mãe perguntou se eu não gostaria de trazer o Tara pra cá comigo, já que aqui tem bastante espaço, tem outros bichos e ele teria mais contato comigo. Conversei com a Téia e ela topou. Esperamos as férias chegarem porque tínhamos medo da reação dele com os cachorros daqui, afinal de contas ele é anti-social, rsrs.

Então, faz um mês que ele está aqui. Não tá sendo simples, ele e Théo brigam bastante, se machucam e estão ficando nervosos um com o outro. Mas o Tara se dá bem com a Pucuna e com os gatos, já gosta muito da Téia, protege bem a casa e demonstra um comportamento bem feliz. Eu também estou bem mais próxima dele e meu amor por ele cresceu ainda mais desde então. O caso com Théo é um problema atual, mas com a ajuda da minha Téia – minha fofura que me dá todo apoio -, tenho certeza que vamos resolver.

Amanhã ele e Théo serão castrados e há a probabilidade de que 50% do problema se resolva, uma vez que esperamos que o territorialismo – característica dos machos – termine com a operação.

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Sei que meu Tara já ta ficando velhinho – tem até pelos brancos!😉 -, mas quero poder proporcionar anos de liberdade e felicidade pra ele. Também sei que sou responsável por isso e não vou abrir mão de oferecer o mínimo de conforto e bem estar pro meu amigo. =)

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Ufa, é isso!
Cheers, kiddos!😀

Um comentário em “Tarakihi

  1. que gracinha o Tara!!
    aqui eu tenho a Pretinha, que tem 16 anos! tá tão velhinha.. tão decadente.. logo que acordo vou ver se ela ainda tá viva!
    curte bastante o Tara, e que ele curta bastante a nova casa!!

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