Publicado em Leitura

Primeiro trecho.

“Passei a vida toda me obrigando a fazer coisas. Franklin, eu nunca fui a Madri por vontade de comer uma paella, e cada uma daquelas viagens de pesquisa que, na sua imaginação, serviam de desculpa para eu me safar dos enfezados laços de nossa tranqüilidade doméstica era, na verdade, uma luva que eu atirava ao chão e, depois, me obrigava a apanhar, aceitando o desafio. Se por acaso eu me sentia feliz de ter ido, nunca me senti contente de ir”.

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