Publicado em Leitura

Luz da Noite

Poema da Liane dos Santos, que eu recitei em Itajaí, em 2003.

🙂

.

Eu convivo comigo todos os dias

E isso pode ser simples ou composto

Mas é sempre uma ginástica

O que sou não mostro no rosto

Trago escondido na alma

Eu tenho meus dias de chuva

E noites em que preciso de ajuda

Eu convivo comigo todos os dias

E isso pode ser meio triste ou uma festa

Mas é sempre uma violência

O que eu sou não escrevo na testa

Trago na minha cabeça

Eu tenho dias de tempestade

E noites de claridade

Eu convivo comigo todos os dias

E a barra pode ser muito leve ou pesada

Mas é sempre uma dádiva

O que eu sou não revelo aos olhos

Mas quando percebido cativa

Eu tenho meus dias de sereno

E é no sol das minhas noites que eu me queimo

Eu convivo comigo todos os dias

E hoje pode ser muito cedo ou tarde

Mas o que eu sou não consigo fingir

Porque arde.

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