Publicado em amor, Leitura

as coisas são assim

Eu e meu amor estamos lendo Caio Fernando Abreu há algum tempo, mas raramente concordo com as idéias dele. Essa foi uma das poucas vezes:

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Cartas

“Tua carta me pareceu um tanto amarga. Há uma frase tipo “meu amor parece ter ofendido profundamente às pessoas que amei”, algo assim, com a qual absolutamente não concordo. Não se trata de ofensa, não se trata de aceitação, nem de nada que não seja apenas: as coisas são assim. Os magnetismos das pessoas cruzam-se e descruzam-se, acho, meio que aleatoriamente, por algum tempo, por nenhum tempo, por muito tempo. É mais complexo que isso, mas anyway: não deve doer. E não deve porque no fundo não tem importância, como todo o resto. É puro maya, ilusão”.

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ABREU, C. F., MORICONI, I. (org) Cartas, p. 180 – Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002

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