Publicado em amor, Leitura

as coisas são assim

Eu e meu amor estamos lendo Caio Fernando Abreu há algum tempo, mas raramente concordo com as idéias dele. Essa foi uma das poucas vezes:

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Cartas

“Tua carta me pareceu um tanto amarga. Há uma frase tipo “meu amor parece ter ofendido profundamente às pessoas que amei”, algo assim, com a qual absolutamente não concordo. Não se trata de ofensa, não se trata de aceitação, nem de nada que não seja apenas: as coisas são assim. Os magnetismos das pessoas cruzam-se e descruzam-se, acho, meio que aleatoriamente, por algum tempo, por nenhum tempo, por muito tempo. É mais complexo que isso, mas anyway: não deve doer. E não deve porque no fundo não tem importância, como todo o resto. É puro maya, ilusão”.

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ABREU, C. F., MORICONI, I. (org) Cartas, p. 180 – Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002

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Autor:

Sou a Lee, 32 anos, psicóloga, criminóloga e professora de inglês. Concurseira de ocasião. Noiva da Téia, casada com o Johnny Depp, mãe de quatro gatas, dois cachorros e uma aranha. Moro numa caixa de sapatos à beira mar. Gosto de séries, livros e filmes, mas não tenho mais paciência/tempo como antes. Feminista e humanista, sempre estudante da Cognitivo-Comportamental. Gosto de cartas, postais (vamos trocar?), castelos, criminologia e felinos – não nessa ordem. Gamer pobre e – já mencionei? – sem tempo. Caixista por tempo indeterminado. Se não fosse tão preguiçosa seria perfeccionista. Sonho em um dia falar tudo o que penso mas não penso muito nisso.

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