Publicado em Faculdade, Leitura, Psicologia

Do livro “História do Existencialismo”, de Denis Huisman

Sócrates tinha consciência de que o mal reside na ignorância em que o homem se encontra do que ele é e do que ele sabe. “Conhece-te a ti mesmo”: resume-se frequentemente o procedimento socrático a esta máxima, mas percebe-se a dimensão existencial, e até mesmo trágica, desta recomendação? O “Conhece-te a ti mesmo”, muito mais do que um convite ao conhecimento de si, é a marca de um cuidado de si.

“Como diz Sócrates na Apologia, relembra Pierre Hador, não é preciso cuidar do que se tem, mas do que se é”. Ao interrogar os homens, “ele os faz tomar consciência de sua ignorância a respeito dos valores que dirigem sua vida […] O cuidado de si não tem sentido senão na perspectiva do cuidado dos outros: é preciso cuidar de si, para poder engajar-se na vida política”. [pg. 16]

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