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Do livro “Auto-Engano”, de Eduardo Giannetti

“Mentimos para nós o tempo todo: adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, só levamos realmente a sério os argumentos que sustentam nossas crenças. Além disso, temos a nosso próprio respeito uma opinião que quase nunca coincide com a extensão de nossos defeitos e qualidades.

Sem o auto-engano, a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto. Abandonados a ele, entretanto, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social.”

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Autor:

Sou a Lee, 32 anos, psicóloga, criminóloga e professora de inglês. Concurseira de ocasião. Noiva da Téia, casada com o Johnny Depp, mãe de três gatas, três cachorros e uma ranha. Moro numa caixa de sapatos à beira mar. Gosto de séries, livros e filmes, mas não tenho mais paciência/tempo como antes. Feminista e humanista, sempre estudante da Cognitivo-Comportamental. Gosto de cartas, postais (vamos trocar?), castelos, criminologia e felinos – não nessa ordem. Gamer pobre e – já mencionei? – sem tempo. Caixista por tempo indeterminado. Se não fosse tão preguiçosa seria perfeccionista. Sonho em um dia falar tudo o que penso mas não penso muito nisso.

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