“Na concepção socrática, todo homem é seu próprio centro e o mundo inteiro não tem outro centro senão ele, porque o conhecimento que ele tem de si mesmo é um conhecimento de Deus. Era assim que Sócrates se compreendia, assim que, segundo ele, todo homem deveria se compreender e, por conseguinte também, compreender suas relações com cada um, sempre com a mesma humildade e o mesmo orgulho. Sócrates teve para isso a coragem e o domínio de se bastar a si mesmo e de ser unicamente uma ocasião para outrem, mesmo para o mais tolo”. [pg. 19]
HUISMAN, Denis. História do Existencialismo. Bauru, SP: EDUSC, 2001.